quarta-feira, 17 de julho de 2013

Uma casa bonita!

"Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela." Salmos 127:1

Qual é o valor de uma casa? Deve ser avaliada pelos seus móveis, sua guarnição, localidade?  Quando criança, nossa família morava em uma casa pequena e simples, nos fundos da Igreja Metodista em Nova Granada, SP, porque minha mãe zelava do prédio. Meu irmão Jairo era muito inteligente, o melhor aluno da classe, talvez da escola. Seus amigos iam em casa para estudarem com ele. Eu não gostava muito, pois considerava nossa casa inferior à deles e não achava legal que soubessem, dizia: não os tragam aqui. Era uma bobagem, uma tolice infantil, que hoje lamento. Me alegro em lembrar que o Jairo e minha irmã Vanilda, não se importavam com isso, ao contrário, levavam seus colegas lá em casa, estudavam, faziam os trabalhos de grupo, brincavam, tomavam café,  comiam qualquer coisa e ficavam muito bem, na boa, como se diz hoje em dia. Crescemos, estudamos, trabalhamos e fomos "melhorando" nossa casa. Depois casei, tive a casa bonita que sempre quis ter. Porém, aprendi que o que vale não são os móveis, as guarnições, o luxo ou a localização, mas é o bom relacionamento, a presença de Deus, o amor à Cristo, o Evangelho presente no dia-a-dia, os mandamentos sendo cumpridos, a unidade familiar. Precisamos apenas de um lugar para nos abrigarmos do frio, do calor, da chuva, das intempéries; tendo um agradável recolhimento, após o cansaço do trabalho. Luxo algum valerá a pena se não houver amor, carinho, respeito entre os moradores. Uma casa pode ser um céu ou um inferno, dependendo de quem a ocupa e não dos bens que agrega. Lembro-me de um hino que diz mais ou menos assim: "bem pouco importa eu habitar em alto monte ou à beira- mar, tudo é céu para mim". Já visitei pessoas que moravam em verdadeiras mansões, com carros de última geração, no entanto, seus corações estavam esmagados. O relacionamento familiar era desgastante, não tinha jeito de lar. Já fui a locais paupérrimos, onde o amor e a alegria reinavam. Em missão na Zâmbia, África, estive em casas muito mais pobres que as que entrei no Brasil e os moradores estavam deveras felizes. É a pessoa que faz o lugar, não o lugar que faz a pessoa. Uma vez, fui visitar uma senhora muito rica que havia começado ir à nossa igreja em Penápolis, SP. Ela estava em depressão profunda. Sua casa ficava no bairro mais nobre da cidade, tinha piscina, casa para empregados, pomar, horta e jardim. Me disse: "não tenho graça em nada". O seu dinheiro e luxo não lhe davam motivação para a vida. Falei para ela da salvação em Cristo, do amor de Jesus e após orarmos, fui embora, feliz, com minha conta bancária no zero, cantando alegremente louvores ao Eterno, dentro do meu carro "velho", uma Belina 77, cor de abóbora, o Cenourão, como era chamado e conhecido. Não faço apologia à pobreza, condeno veementemente o sistema capitalista (capetalista), o que faço é uma constatação da verdade, nossos lares dependem da nossa vida com Deus, do nosso espírito, não do nosso dinheiro. Que nossas casas, sejam lugares de acolhimento e comunhão, para a alegria nossa e de demais. Ajuda, Senhor!


Texto publicado hoje, no Jornal de Assis, SP.

Obrigada, Senhor!!!

1 comentário:

  1. Irmã Railda, amei demais esse texto, por favor compartilha-o no face!!!!

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