sexta-feira, 25 de março de 2022

Sou fiel?!

“Não te desamparem a benignidade e a fidelidade; ata-as ao pescoço; escreve-as na tábua do teu coração e acharás graça e boa compreensão diante de Deus e dos homens. ” (Provérbios 3:3)



A fidelidade entre pessoas é uma condição para que o relacionamento humano permaneça. A escritora Ane Soal escreveu: "Seja a Deus, ao cônjuge, ao amigo ou ao irmão, fidelidade é uma questão de decisão! ” . Os relacionamentos, desde o conjugal a quaisquer outro, serão afetados, pouco ou muito, se houver alguma infidelidade.  Outro dia, escrevi que no dia do casamento os noivos prometem amor eterno. Mas, embora eu não tenha falado, junto com o amor eterno prometem também fidelidade. A fidelidade, embora não exija votos, está implícita em todos os relacionamentos. Por exemplo: uma amizade sincera e verdadeira exige muita fidelidade. Um filho deve respeitar seus pais, guardando segredo de tudo que ocorre no seio da família. Assim, fica comprovada a necessidade de sermos fiéis uns aos outros. No relacionamento com Deus é também necessário a fidelidade do crente. Gostamos sempre de enfatizar que Deus é fiel. Mas, será que podemos dizer o mesmo em relação a nós? Falando ao seu povo, através do profeta Jeremias, Deus reclama que foram plantados inteiramente fiéis e depois pela infidelidade deles se tornaram um povo degenerado, estranho, ou seja, irreconhecível como povo de Deus. Deus disse: “Eu mesmo te plantei como vide excelente, uma semente inteiramente fiel; como, pois, te tornaste para mim uma planta degenerada como vide estranha? ” (Jeremias 2:21). Oro, com toda a minha alma, para sermos sinceros e fiéis com Deus, em primeiro lugar, e depois uns com os outros. Ajuda, Senhor!!!     

Imagem: Pesquisa Google.

quinta-feira, 24 de março de 2022

Provai e vede!!!

 


Ouve-se sempre falar da bondade de Deus. Há uma frase muito falada que diz: “Deus é bom o tempo todo, o tempo todo Deus é bom”. Sim, Deus é bom. Não tenho nenhuma dúvida dessa verdade. Porém, muitos a questionam. Por exemplo: “Se Deus é bom porque há fome?  Por que há guerra ”? Acontece que a culpa não é de Deus, é do homem com seus sistemas sócio-políticos e suas taras. O problema é que culpamos Deus por coisas que são de total responsabilidade da humanidade. Para quem não tem certeza da bondade de Deus o salmista diz: “Provai, e vede que o Senhor é bom; bem-aventurado o homem que nele confia. Temei ao Senhor, vós, os seus santos, pois nada falta aos que o temem. ”  (Salmos 34:8-9). O salmista convida o ser humano incrédulo a fazer prova de Deus, para ver que o Senhor é bom. Convida ainda para temer a Deus e declara que é muito feliz quem confia em Deus. O salmista não faria este desafio se não tivesse certeza do que estava falando. Deus é bom sim, mas tem um detalhe, ele só pode agir na vida de quem o teme, crendo que ele é fiel e justo para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos. Deus não tem liberdade para agir na vida daquele que não crê, que não o teme, que não o busca. Quer ver a bondade de Deus? Tenha temor de Deus, creia Nele, O busque de toda alma e coração. Gosto de um outro versículo que diz: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua semente a mendigar o pão”. (Salmos 37:25). Eu posso falar como o salmista, posso testemunhar como ele: nunca vi um cristão desamparado, nem a sua descendência mendigar o pão. Ao contrário, vi muitas pessoas que antes viviam na miséria e após buscarem a Deus terem a subsistência garantida da melhor maneira possível. Agradeço imensamente o amor e cuidado de Deus por mim e por todos e todas que creem. Obrigada, Senhor! 

Texto publicado no Jornal de Assis, em março de 2022.                                                                        Obrigada, Senhor!

Foto: Pesquisa Google.



Poder na fraqueza?!




Há coisas na Bíblia que só com muita fé e experiência pessoal podemos compreender. Uma dessas é a história de Paulo que pediu para Deus tirar dele um espinho na carne, um problema que ele não especificou no texto, e Deus não atendeu. Ele compreendeu que Deus não atendeu para que ele “... não se exaltasse pela excelência das revelações. ” (2 Coríntios 12:7-10) que já havia recebido. Por três vezes orou ao Senhor e não foi atendido. Deus lhe disse: “A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. ”. Por isso, a partir de então, se gloriava nas suas fraquezas, para que nele habitasse o poder de Cristo. Chegou ao ponto de sentir prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, etc., porque quando estava fraco era forte com o poder de Cristo nele (2 Coríntios 12:9). Alcançar essa visão é para mim um nível religioso além do normal. Sentir prazer onde há dor, só com muita fé em um Deus que age na vida de quem crê mesmo estando a sofrer. A fé no momento da dificuldade, deve gerar prazer no crente, como gerou no apóstolo Paulo. Isso só é possível quando se compreende que o poder do crente não está no seu conhecimento bíblico, na sua religiosidade, mas na sua fraqueza, pois, é quando não é capaz por si só de dar conta do recado é que ele passa a depender totalmente de Deus, do seu poder. Aí, se torna forte, porque não caminha na sua força pessoal, mas pela força de Deus que é sobremaneira maior que a força humana. Esse é um grande avanço para o cristão. Oro, para Deus, operar em sua igreja esse nível de fé. Ajuda, Senhor!!!  

Texto publicado no Jornal de Assis, Assis, SP, em março de 2022

Foto: Pesquisa Google.

Obrigada, Senhor!!!                                                                      

                                                                          

Amor eterno!

 



No dia do casamento os noivos prometem amor eterno. Lamento informar que não vi até hoje nenhum casamento com duração de vinte anos em que isso seja verdade na plenitude da palavra. Em sua plenitude, entendo que quando o amor é eterno, subentende-se que além de eterno é único, não há traição, nem sequer ideia de traição, não há maus tratos, desrespeito, etc. Já vi, porém, gente mentindo que teve um casamento ótimo, que o marido era sensacional, e assim por diante. Porém, quem conheceu bem os (as) mentirosos (as) sabe muito bem das questiúnculas e mazelas que tiveram. Nas festas de Bodas de Prata, de Ouro, etc., é uma falação de elogios que falam apenas do lado bom do casamento. Não condeno. É assim que tem que ser mesmo. Já vi também muitas pessoas chorarem sentindo falta do cônjuge que morreu, chorando, lamentando a morte daquele que lhe fez mal, pouco ou muito, até traiu. Também não condeno, porque depois que morrem todos viram santos. Na verdade, essa estória de amor eterno no casamento é um mito, muito bem tratado no livro O complexo de Cinderela (Colette Dowling). Toda mulher acha que é uma cinderela e que seu marido é um príncipe encantado. Bobagem. É esse mito que provoca muitas vezes as mais terríveis frustações em mulheres. A mulher tem que se saber que aquele pobre homem com quem se casou não é nenhum príncipe encantado, é um simples mortal com tanto defeito que só a graça de Deus. O contrário também é verdadeiro. A mulher não é nenhuma cinderela, é uma simples mortal, com tanto defeito também, que só a graça de Deus para a manutenção de um casamento. Um casamento é a mais dura de todas as tarefas dadas aos homens. Mas, ainda há esperança. Se há um desejo de manter a família, a despeito de tudo, precisamos buscar o amor de Deus, para que ele em nós, opere o milagre do amor ágape que ajuda o homem na superação de suas mazelas. O amor de Deus não é uma falácia, é uma verdade que pode ser experimentada na vida de quem crê e busca, é sua palavra que nos garante: “Há muito que o Senhor me apareceu, dizendo: Porquanto com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí. ” (Jeremias 31:3). Entendo que o amor de Deus é o recurso para tudo na vida e a prova de que tivemos uma experiência real com o Pai do Céu, pois “ ... nós conhecemos, e cremos no amor que Deus nos tem. Deus é amor; e quem está em amor está em Deus, e Deus nele. ” (1 João 4:16). Sou capaz até de afirmar que casamento sustentável só com a ajuda do Eterno. Ajuda, Senhor!!!

Texto publicado no Jornal de Assis, em março de 2022.

Obrigada, Senhor!

Foto: Pesquisa Google.

Como estão teus irmãos???




Os filhos de Jacó estavam longe de casa, na lida do campo, há muitos dias. O pai queria saber notícias. Por isso, enviou José, o filho menor dizendo: “.... Ora, vai, vê como estão teus irmãos, e como está o rebanho. ” (Gênesis 37:14). Esta história de José e seus irmãos é linda e triste há um só tempo. Você pode saber mais lendo os capítulos trinta e sete e seguintes do Gênesis. Porém, meditaremos hoje, apenas nesta parte do versículo catorze do capítulo dezessete, quando Jacó ordena a José ir ver como estão os irmãos e o rebanho. Esse fato, mostra o cuidado de um pai com seus filhos que mostra para o irmão, a sua responsabilidade de saber como estavam seus irmãos.  Como está seus irmãos? Você deve saber!!! Hoje, a sociedade vive no egoísmo, no individualismo. O cuidado com o outro não é considerado responsabilidade de todos. O resultado é cada um na sua e o diabo por todos. Há um cântico na igreja que diz: “tu no teu cantinho e eu no meu”. Não, não é tu no teu cantinho e eu no meu, é nós, juntos, num ambiente maior, ainda que não fisicamente, juntos pela alma, irmanados na fé, no amor e na esperança. É lamentável quando vemos famílias divididas, irmão contra irmão, pais contra filhos, filhos contra pais. Isso não é projeto de Deus, é projeto do Coisa Ruim. Uma família dividida é uma família fraca, feia, sem Deus, sem amor. Deus não habita na divisão. O ambiente dividido não recebe as bênçãos prometidas do Pai. Deus ordena a sua bênção onde há unidade (Salmos 133). Espero, sinceramente, que haja mais amor e unidade entre os seres humanos. Ajuda, Senhor!!!

Texto publicado no Jornal de Assis, em março de 2022.

Obrigada, Senhor!

Foto: Pesquisa Google.