segunda-feira, 21 de maio de 2018

Alguém que já foi moço!!!

Sra. Jandira e José Amorim



Tenho a alegria de levar a Ceia do Senhor para o Sr. José Amorim. Ele está perto de completar 90 anos. É alegre, comunicativo, muito crente. Toca seu violão e canta como poucos. Sua esposa Jandira, pouco mais nova que ele, recebe todo o seu zelo e cuidado, ao ponto de não deixá-la sozinha hora alguma. Eles não esquecem o dia que se encontraram em Mandaguari, PR, há mais de 70 anos. Ela, com um lindo vestido verde chamou a atenção do jovem Zézo. Diz ele que achou o vestido muito bonito. Nada disso, ele achou foi a Jandira muito bonita. Deu logo um jeito de falar com ela e pedi-la em casamento. A irmã e amiga Delzi, de quem falei outro dia, sempre vai comigo. Uma das suas filhas, a Eva ou a Sueli, sempre estão lá cuidando deles e da casa. Quando chegamos a roda de boa conversa começa, sem tempo para acabar. São tantas historias contadas. Na sua maioria para testemunhar tudo que Deus fez no passado e no presente. Com isso, crescemos na fé. Na segunda-feira, dia 16 passado, foi um desses dias. Marcou-me o que a Eva disse: “Vamos vendo pouco a pouco o que Deus tem feito em nossa vida.” Jamais me esquecerei dessa profissão de fé. Concluímos que é assim mesmo. Pouco a pouco, contemplamos o agir do Pai, em nossa vida. O Sr. José Amorim já foi moço, mas é testemunha fiel, juntamente com a Dona Jandira, que Deus age na vida daquele que crê. Como o salmista ele pode dizer com propriedade: “Fui moço, e agora sou velho; mas nunca vi desamparado o justo, nem a sua descendência a mendigar o pão” (Salmos 37.25). Pelas suas histórias de coragem, determinação, concluo que como o grande escritor William Shakespeare aprendeu também que “nossas dúvidas são traidoras e nos fazem perder o que, com frequência, poderíamos ganhar, por simples medo de arriscar”. Sem medo, saiu de Mandaguari, arriscou tudo saindo de lá, para vir para Campinas. Não se arrependeu. Encontraram espinhos no caminho, porém, as flores foram a maioria. Deus esteve e está com ele e toda a família. Por eles dou graças ao Pai. Obrigada, Senhor!!!

Texto publicado no Jornal de Assis, no dia 18 de abril de 2018.
Obrigada, Senhor.
Foto de Sueli Amorim.

terça-feira, 17 de abril de 2018

Bonito coelhinho!?

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“Coelhinho da Páscoa, o que você trouxe para mim? – Eu exatamente, nada. Mas, muitos familiares e amigos, com certeza te trouxeram poucas ou muitas guloseimas no período da Páscoa que foi comemorada há alguns dias”; responderá o bonito coelhinho. Fico imaginando uma conversa fictícia entre esses personagens, uma pessoa e um coelho. Assim como no Natal temos o Papai Noel, na Páscoa temos o Coelho para ser usado pelo deus do comércio. Infelizmente, muitas vezes, os motivos das festas religiosas não são lembrados da forma correta. Ainda bem que igrejas são fiéis ao sentido original e verdadeiro e celebram corretamente. Na Páscoa celebramos a ressurreição de Jesus. Essa é a maior festa cristã. Ainda que pareça ser o Natal, porque o comércio a usa mais que a Páscoa. Não tivesse Jesus ressuscitado não haveria comemoração do Natal, pois ele teria sido apenas mais um menino pobre, destituído de poder temporal, excluído da sociedade, como outros também eram e são ainda hoje. A cruz e túmulo vazio lançaram luzes à manjedoura. Na manjedoura nasceu o Deus que se fez homem, na ressurreição ressurge o homem que é Deus, amado, adorado, por povos e línguas, infinita e eternamente o será, diante de quem todo joelho se dobra e dobrará um dia (Leia Filipenses 2.10). Ele, que era Deus, se fez homem, habitou entre nós, não se fazendo de Deus, mas de Filho do Homem (leia Filipenses 2. 6-8), que veio buscar e salvar o que se havia perdido (leia João 3.16), estando pois, separado do Eterno, o Criador. Ele é o nosso reconciliador, que nos reconcilia com Deus (leia 2 Coríntios 5.17-19), por meio da fé, e isto não vem de nós, mas de Deus, para que ninguém se glorie (leia Efésios 2.8-9). Espero que todos tenham tido uma Feliz Páscoa e oro para que mais do que guloseimas e festa tenha sido um tempo de celebração da crucificação, morte e ressurreição de Jesus Cristo, nosso Salvador e Senhor!!! Obrigada, Deus!!! (Texto publicado no dia 11 de abril de 2018 no Jornal de Assis. Obrigada, Senhor!!!)
Foto: Pesquisa Google.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

GPD?


A imagem pode conter: Delzi Del Passo, oceano, céu, atividades ao ar livre, água e natureza
Delzi Abreu

Você sabe o que é um GPS, mas, talvez nunca tenha ouvido falar em GPD. Vou te contar o que é. É o meu GPS de Campinas, SP. Mudei para cá em 2016, Uma cidade grande. Cheguei para pastorear a Igreja Metodista do Bairro São Bernardo. Tinha que visitar as pessoas, levar a Ceia do Senhor para idosos e pessoas doentes. Não tinha GPS, também não queria comprar. Não era prioridade na minha lista de compras. Por isso, precisava ter alguém disponível para ensinar o caminho. Quem me levou? A Sra. Delzi Abreu, uma joia rara que tinha 78 anos. No dia 16 passado, completou 80 anos. Isso mesmo, meu GPD, tem 80 anos. É a querida irmã e amiga Delzi, por isso a chamo de GPD: Guiada Pela Delzi. Fui e ainda sou muitas vezes guiada no trânsito difícil de uma cidade grande por uma senhora de 80 anos. Considero um grande privilégio ser abençoada pela vida de uma mulher sábia, que tem uma história de vida digna de um livro. Sua alegria, bondade, disponibilidade, paciência e tudo mais, é algo que me deixa sem palavras para expressar o tamanho da minha gratidão por essa vida exemplar. No sábado (17 de março), comemoramos seu aniversário. Bisnetos(as), netos(as), filhas, genros, familiares, amigos(as), irmãos(ãs), lotaram a Igreja para juntos darmos graças a Deus por uma pessoa tão querida. Na convivência com a irmã e amiga Delzi, vi o tanto que ela deixa de fazer a sua própria vontade para servir. O resultado é o amor e gratidão que tem recebido de tantos. Vivemos em um mundo onde todos lutam por querer que seja feita a sua própria vontade. A Delzi me mostrou que se o grão de trigo não cair na terra e morrer não produzirá o fruto. Sei que não é coisa fácil, porém sei, que se “não vivemos para servir, não servimos para viver”, como dizia um lema antigo da Sociedade Metodista de Mulheres. O antigo, ainda é um bom caminho. Andemos por ele. Vale a pena. Assim, poderemos dizer um dia, como o salmista: “Aquele que leva a preciosa semente, andando e chorando, voltará, sem dúvida, com alegria, trazendo consigo os seus molhos.” (Salmos 126.6). Dou graças a Deus pelo meu precioso GPD, infinitamente mais significativo que o GPS de todos. Obrigada, Senhor!!!

Texto publicado no Jornal de Assis, em 21.03.2018.
Obrigada, Senhor!!!
 — com Delzi Del Passo.

Foto: extraída do Facebook. Desconheço a autoria.

terça-feira, 20 de março de 2018

Não era sogra


Dias atrás, fui fazer um Ofício Fúnebre de uma senhora de 85 anos. Conversando com sua nora ela disse: - Eu a amava muito. Não era uma sogra, era uma mãe. Completou: - Tem sogras boas. Eu disse: - Sim, tem. Comumente sogra e nora não se dão bem. São duas mulheres lutando pelo coração de um homem, do filho e do marido. Infelizmente isso entristece os familiares todos. Os filhos gostam da avó e da mãe, não podem tomar partidos quando há opiniões diferentes. O marido fica triste com a esposa ou a mãe fica triste com o filho. Lamento profundamente essa situação. Fato que não ocorria na família da Dona Deolinda, uma baiana forte, que criou sozinha seus filhos, ajudou na criação de netos. Que bom tempo eu e os irmãos que me levaram ao velório vivemos, na companhia da família que há um só tempo chorava e se orgulhava pela vida querida da Dona Deolinda. Tempo de morte, porém de boas recordações. Ouvi de um dos netos: - Ela era uma mulher de fé. Aí estava o segredo da boa relação entre nora e sogra. Era uma mulher de fé, uma boa crente, de um bom testemunho. Não era uma religiosa, era uma crente sincera, sem preconceitos, aberta, livre de dogmas. Tinha a fé sincera da mãe e avó de Timóteo. (Trazendo à memória a fé não fingida que em ti há, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice, e estou certo de que também habita em ti. 2 Timóteo 1:5). Senti-me honrada por ter a oportunidade de ministrar a Palavra de Deus em um ambiente de grandeza das coisas do Reino de Deus. Agradeço a Deus ter me concedido tão grande privilégio. Oro, de todo o meu coração, para que Deus converta o coração das noras às sogras e das sogras às noras. Será bem melhor assim. Ajuda Senhor.

Texto publicado no Jornal de Assis, dia 14 de março de 2018.
Obrigada, Senhor!!!

Foto: pesquisa Google.