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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Vida nova

"Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as antigas. Eis que faço uma coisa nova, agora sairá à luz; porventura não a percebeis? Eis que porei um caminho no deserto, e rios no ermo." Isaías 43:18-19.

O profeta Isaías é o profeta do renovo da vida. Ele revela a mensagem de renovação do povo de Deus. Lendo, as promessas de Deus, reveladas por ele, a nossa fé é fortalecida, nossa esperança é renovada. Fica a certeza que há esperança para o nosso futuro. Cada dia é uma nova oportunidade de vida.  Algumas vezes desanimamos, ficamos cansados, nos sentimos fracos diante das contradições. Mas não podemos desanimar. Nada deve tirar de nós a esperança de dias melhores. Para isso precisamos ter  fé, hoje. Crer que temos um Deus que cuida de nós. Ele não nos deixa e nem deixará, jamais nos abandonará à nossa própria sorte. Como um pai se compadece de seus filhos, Ele se compadece de nós. Nos momentos difíceis sofremos e choramos, mas depois vem a alegria. A beleza do arco-íris só pode ser contemplada após a chuva fria. Depois da tempestade vem a bonança, diz a sabedoria popular. A rainha Ester e o povo de Israel experimentaram isso: "o mês que se lhes mudou de tristeza em alegria, e de luto em dia de festa, para que os fizessem dias de banquetes e de alegria, e de mandarem presentes ..." (Ester 9:22). Khalil Gibran, um poeta e filósofo que admiro, afirma: "Aquele que nunca viu a tristeza, nunca reconhecerá a alegria." Como podemos celebrar os momentos felizes da vida se não sabemos o que é a tristeza? Como podemos receber com alegria a palavra de vitória se não enfrentamos nenhuma luta? É infantilidade não querer passar por dificuldades e problemas. Os problemas existem para serem resolvidos, não para tirarem nossa alegria, nossa paz. Na hora da luta buscamos auxílio em Deus. O seu poder se aperfeiçoa em nossa fraqueza, quando somos fracos é que somos fortes, como disse o apóstolo Paulo na sua segunda carta aos Coríntios, capítulo 12, versículos 09 e 10. Também ensinou: "em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor." (Rm 8 37-39). Com Cristo vencemos as batalhas. Tudo passa. Por isso devemos ter sempre em mente viver o melhor possível o nosso presente. O filósofo Sócrates falou: "A alegria da alma constitui os belos dias da vida, seja qual for a época." Assim, vamos vivendo, de fé em fé, com esperança e amor, experimentando a alegria de Deus em nossos corações. Oro para o Senhor nos ajudar a viver cada momento, confiando e esperando N'Ele, na certeza de um novo tempo, de dias de renovo. Ajuda, Jesus!!!

Texto publicado no Boletim da Igreja Metodista em Assis no dia 20 de julho de 2014
Obrigada, Senhor!


quarta-feira, 9 de julho de 2014

O sonho que era ilusão.

Uma vez, um jovem pediu ao seu pai, a metade dos bens, pois queria conhecer o mundo, viver longe de casa, soberanamente. Seu pai, amoroso, atendeu seu pedido. Com dinheiro no bolso, partiu, saiu pelo mundo. Gastou tudo que tinha, com todo tipo de divertimento e pessoas, tendo uma vida desregrada.  Quando não tinha mais nada, foi procurar emprego; o único que encontrou foi para cuidar de porcos. Era na época um trabalho humilhante. O dinheiro que ganhava não cobria nem as despesas com a sua comida e roupa, chegando a comer a comida que era dada aos porcos. Um dia, caiu em si e pensou: "na casa de meu pai seus funcionários passam bem, e eu aqui, comendo a comida dos porcos. Vou voltar e pedir que eu seja tratado como um deles". Assim, arrependido, voltou para a casa do pai. Vendo o filho de longe, o pai veio feliz ao seu encontro, movido de grande compaixão, abraçou e beijou-o. O filho disse: "Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já não sou digno de ser chamado teu filho." Ao que, o pai não respondeu, pelo contrário, mandou os seus servos trazerem rapidamente a melhor roupa para ele vestir, colocarem o anel da família na sua mão, sandálias nos pés e matarem um bezerro cevado, a fim de comerem e se alegrarem. Disse a todos: "comamos, e alegremo-nos; porque este meu filho estava morto, e reviveu, tinha-se perdido, e foi achado." Após isso, aconteceu uma grande festa, com música e  danças. Jesus contou esta parábola, que é uma comparação, analogia, um discurso alegórico, para explicar o amor de Deus aos homens. Está registrada no Evangelho segundo Lucas, capítulo 15, versículos 12 a 32. Normalmente, como este filho, queremos as bençãos de Deus e não queremos compromisso algum com Ele, com a sua casa (reino). É muito triste, mas é a verdade. Normalmente, buscamos Deus apenas quando não damos conta de resolvermos nossas dificuldades. Porém, quando estamos longe dele, nossa vida é uma miséria. Apenas quando reconhecemos a nossa miserabilidade é que retornamos à casa do Pai, o Reino de Deus, como fez o filho pródigo. O sonho de liberdade, independência, daquele jovem, foi por água abaixo. Não era nada mais do que uma ilusão. O que lhe parecia ser vantajoso, ficar longe da casa do pai, ter liberdade, independência total, era na verdade um engano. Ao sofrer a desilusão, aquele filho reconheceu que na casa do seu pai era melhor, voltou, foi bem recebido e teve festa. Essa parábola é a ilustração perfeita da beleza do amor do Pai, nosso Deus. É o pai que perdoa o filho. Assim é Deus para conosco. Somos tão falhos, tão pecadores, andamos tão longe da casa do Pai. Mas quando tomamos consciência da nossa tolice, do que poderíamos ter, nos voltamos arrependidos para os seus braços. Ele está sempre pronto para nos receber, acolher. Essa parábola ilustra perfeitamente o que podemos ter na casa do Pai e também nos mostra o quanto podemos perder se sairmos da sua presença. Não devemos nos distanciar de Deus. Se fizermos isso, vamos entrar num barco furado. As tristezas, desilusões, frustrações, maus exemplos de cristão, muitas vezes nos fazem desanimar da fé. Não podemos deixar isso acontecer. Nossa fé deve ser fortalecida a cada dia, com a oração, jejum, leitura da Bíblia, participação nos trabalhos da Igreja, na Ação Social, no trabalho cristão voluntário, na comunhão com outros cristãos sinceros, independentemente da denominação eclesiástica. O mundo e sua filosofia barata lançam bobagens, sofismas, para nos fazer ir à incredulidade. Não são os sábios que jogam pedras à fé, são os tolos. Diz o "néscio em seu coração, não há Deus." (Salmos 53.1). Qualquer projeto humano, fora da vontade de Deus, que nos leva a uma vida de aparente liberdade e independência, nada mais é do que uma tola ilusão. Oro com todo o meu coração, para que nós não vivamos longe da presença de Deus, enganados pelas tolices humanas, ao contrário, que O busquemos ansiosamente como o salmista fazia: "A minha alma anseia pelo Senhor, mais do que os guardas pela manhã." (Salmos 130:6). Que jamais saíamos da casa do Pai, para não sofrer e voltarmos arrependidos. Ajuda, Senhor!

Texto publicado hoje no Jornal de Assis.
Obrigada, Senhor!

segunda-feira, 7 de julho de 2014

A beleza de um vaso

 "Dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo." Efésios 5:20


A beleza de um vaso está na forma, cor e tons das flores que foram nele inseridas, delicada e estrategicamente. É assim na família, na igreja, na empresa, na escola, em tudo mais que forma a sociedade humana. A diversidade é a garantia de um bom conjunto. Que saibamos apreciar o individual e o conjunto, com ações de graças ao Eterno que a tudo criou. Ajuda, Senhor!

 "Deus quer que cada um de nós floresça com seu viço pessoal, que cada um faça a sua parte, para que o jardim dele seja belo e colorido." David A Seamands em Cura para os Traumas Emocionais.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Um novo tempo

"O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã." Salmos 30:5.


A possibilidade de superação, de um novo tempo, nos ajuda a reagir. A fé nos anima, a esperança nos induz e o amor nos sustenta. Obrigada, Senhor!

"Um dia a tristeza vai embora, aprendemos a sorrir novamente, fazemos novas amizades, e vemos que todo aquele sofrimento do passado não valeu tanto a pena." Ayrton Senna.

Foto: Pesquisa Google.

quinta-feira, 26 de junho de 2014

Quando a vida não sorri pra nós


Tenho um amigo muito crente, que quando choro e lamento as minhas dores e tristezas, ele me repreende e diz: "isso não é espiritual". Talvez ele tenha razão, não sei, não vou discutir isso, é uma questão tão pessoal, e, talvez, jamais chegaríamos a um consenso, a uma verdade. Temos fatos bíblicos, teorias, pensamentos teológicos, filosofias, tão diferentes a respeito do assunto que o tempo que consumiríamos na discussão não valeria a pena e ainda é possível que a conclusão fosse diferenciada uma da outra, ou de outras, com embasamento teórico e existencial para todas. Não vou discutir a questão do choro e do lamento. Vou falar apenas sobre os fatos da vida, especialmente, tendo a minha como pano de fundo. Há dias e dias, tempos e tempos, fases e fases, na nossa história. Há dias de tristeza e dor, tempo de sofrimento, fases difíceis. Alguém pode dizer que não? Quem dera, houvesse uma só pessoa que eu conhecesse e pudesse afirmar sinceramente ter sempre vivido na plenitude da vida, com apenas dias fáceis, não tendo jamais conhecido um dia difícil. Do que tenho visto e aprendido, concluo que viver não é fácil para ninguém, nunca foi e nunca será. É possível que ao olhar para donos de grandes riquezas tenhamos a impressão que a vida lhes seja fácil, isenta de dores e sofrimentos. Ledo engano. Há milionários vegetando nas suas cadeias de ouro, enquanto há pobres felizes, livres, nas suas palhoças, cheios de vigor e vida. Conheci muitos deles na Zâmbia. Devo, porém, deixar claro que não estou defendendo a pobreza, eu a denuncio veementemente, é uma vilania da humanidade com seus sistemas econômicos maléficos. Mas, voltemos ao assunto em pauta. Considerando que há tempo de dor e sofrimento, pelo qual todos passamos, fica a pergunta: o que fazer? Como viver, superar, enfrentar o tempo em que a vida não está sorrindo para nós? A partir da minha experiência, digo que não podemos perder a fé, a esperança e o amor (1 Coríntios 13. 13). A fé, no Deus onipotente, onisciente, onipresente. O Todo Poderoso, que tudo conhece e presente está em todos os lugares, pronto para nos ajudar, carregar no colo, se o buscarmos e crermos. A fé, é a primeira coisa que corremos o risco de perder, no tempo difícil. A pessoa não consegue nem orar. A dor é tão grande, às vezes, que não pode imaginar a possibilidade de socorro onde não vê nenhuma saída. Mas é preciso crer. Sem fé, será sempre pior. Ouvi contar a história de uma senhora que sofrendo foi falar com seu pastor. Ele lhe orientou a orar. Ela confessou que a dor era tão grande que não tinha mais forças para orar. Então ele lhe disse para apenas dizer: "misericórdia, Senhor". Assim, ela fez. Diariamente, repetia incontáveis vezes: "misericórdia, Senhor!". Depois de algum tempo, aquela mulher voltou à igreja para contar ao seu pastor que estava forte, pronta para dar continuidade à vida, vencendo suas dificuldades, superando seus problemas. Tenho recomendado isso também. Uma outra coisa que aprendi foi orar o Pai Nosso, incontáveis vezes. Sei que é a oração completa que Jesus ensinou, poderosa, muitas vezes esquecida pelos cristãos, ou lembrada e falada superficialmente. Lamento! A esperança é primordial na fase difícil. Esperança de superação, de novo tempo, de restauração, reconstrução. Saber que tudo passa alimenta a nossa esperança de dias melhores. Fiquei impressionada ao ver, em um programa jornalístico da TV, no pescoço do jogador Neymar uma tatuagem que diz: Tudo Passa. Está tatuada em sua pele uma verdade incontestável: tudo na vida passa. Lembro ainda que ganhar e perder faz parte da nossa história. O amor é o melhor remédio para as nossas dores. Nos faz sair de nós mesmos, alivia a nossa alma, quando o repartimos com outros que sofrem. Gosto de saber que até o grande profeta de Israel, Elias, sofreu e teve vontade de morrer. Um homem cheio do poder de Deus, usado magistralmente pelo Eterno no combate à idolatria de Israel, foi ameaçado de morte pela rainha Jezabel: "Então Jezabel mandou um mensageiro a Elias, a dizer-lhe: Assim me façam os deuses, e outro tanto, se de certo amanhã a estas horas não puser a tua vida como a de um deles. O que vendo ele, se levantou e, para escapar com vida, se foi, e chegando a Berseba, que é de Judá, deixou ali o seu servo. Ele, porém, foi ao deserto, caminho de um dia, e foi sentar-se debaixo de um zimbro; e pediu para si a morte, e disse: Já basta, ó Senhor; toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais."   (1Rs 19: 2-4). O grande profeta, ficou deprimido ao ponto de desejar a morte. "Alarmado, ele fugiu para Berseba e foi para o deserto, caminho de um dia e, desanimado, sentou-se debaixo de um zimbro. Enquanto ele dormia, um anjo tocou-lhe e disse-lhe: "Levanta-te e come porque muito comprido te será o caminho". Ele levantou-se e viu à sua cabeceira um pão cozido sobre as brasas e uma botija de água. Tendo comido as provisões que lhe tinham sido, assim tão miraculosamente, trazidas, ele continuou a sua solitária viagem durante 40 dias e 40 noites até Horebe, o monte de Deus, onde se refugiou numa caverna. Aqui lhe apareceu o Senhor, dizendo-lhe: "Que fazes aqui, Elias?" Em resposta às suas desanimadas palavras, Deus dá-lhe a conhecer a Sua glória e ordena-lhe que volte a Damasco e unja Hazael, rei sobre a Síria, Jeú, rei sobre Israel e Eliseu, profeta em seu lugar (1Rs 19:13-21; comparar com 2Rs 8:7-15 e 2Rs 9:1-10)." (http://www.jesusvoltara.com.br/dicionariobiblico/elias.htm). O profeta, sarado de  seu medo e dor, voltou à missão que lhe fora confiada e bem a cumpriu. A história do profeta Elias nos mostra claramente a fase difícil pela qual ele passou e todos nós somos passíveis, contudo, nos mostra claramente a presença de Deus em todo o tempo, sustentando, fortalecendo, animando, e muito mais. Assim é com aquele que crê. Não importam os porquês das nossas dores e sofrimentos, o importante é que Deus está conosco, sempre. Oro para jamais perdermos a fé, a esperança e o amor. Ajuda, Jesus.

Texto publicando, ontem, 26.06.2014, no Jornal de Assis.
Obrigada, Jesus!