terça-feira, 30 de novembro de 2010

Medíocre!!!



Estou cansado, mas nem mil camas poderiam

me dar o descanso que preciso.

Estou exausto, mas nem mil noites conseguiriam

me dar o vigor que necessito.



O que é nossa vida?

Somos um vento que vem e logo passa.

Somos uma flor que murcha e perde sua graça.

Somos... Fomos.



Há uma razão nisto tudo?

Procuro um motivo.

Um vislumbre de alegria.

Sentir-me vivo.

Viver o que penso que faria.



Mas no que resulta tudo isso?

Tudo é passageiro

Nessa máquina de ilusões

Sinto-me um estrangeiro

Sem entender direito as direções.



E do que vale tudo isso?

Vaidade sobre vaidade

Distraímos-nos da seriedade

Criamos nossa própria felicidade

Tememos a idade.



E como ver tudo isso?

Meus olhos não são mais coloridos

Perdoe-me eu falhei em tentar

Ser a pessoa com olhos distraídos

Tudo que vejo não agrada meu paladar



O que é a minha vida?

“Medíocre! Medíocre!”, gritam pra mim as crianças.

“Medíocre! Medíocre!”, falam pra mim as damas.

“Medíocre! Medíocre!”, cochicham pra mim as senhoras.

“Medíocre! Medíocre!”, sussurram pra mim as sepulturas.



Isso é tudo?

Um cristão mediano.

Um aluno mediano.

Um profissional mediano.

Sempre na média, sempre medíocre.



De onde vem?

Esses vislumbres de grandeza?

Esse desejo mais profundo

De sentar-me a mesa

E não ser mais um no mundo?



Do que serve?

Esse desejo de mudar?

De tornar-me uma revolução

Que não seja volátil como o ar

Que não seja vil como um cão?



Sou eu, então o mais triste dos homens?

Certamente eu sei que Nabucodonosor

Levantar-se-ia e diria que não conheço o pó

E outra testemunha afirmaria que não sei o que é dor

E sei que esta outra pessoa seria Jó.



Haverá, portanto, esperança?

Certamente estes mesmos homens que beijaram a morte

Testemunhariam que Ele é soberano e que vive

E que ainda é poderoso para mudar minha sorte

E não deixará o seu santo conhecer a destruição vil e triste



E o que dirá você?

Que sou desvairado, louco, negativista e caxias?

Pressupõe que detém toda verdade?

Ah, meu amigo, não me venha com palavras vazias

Entenda que o que busco vai além, chama-se realidade.


O que é sua vida?

Alguém sabe a saída?


De Vinícius Musselman Pimentel.

sábado, 27 de novembro de 2010

PEREGRINANDO...

“Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação.” Fp 4.10.




Podemos encarar a vida como uma peregrinação ou como um turismo. A pergunta que nos mobiliza é: “Estou aqui para fazer o quê?” Na maioria das vezes queremos estar aqui no mundo para “gozar a vida” e não “fazer a vida acontecer”. Se encaramos a vida como uma peregrinação teremos objetivos, ideais, pelos quais vale a pena lutar. Porém se a vemos apenas como uma oportunidade de fazermos turismo o que nos mobiliza é o prazer, a busca pelo bem estar, pela novidade. Penso que é muito triste quando esta idéia de vida toma conta dos crentes. Achamos que Deus deve nos dar os melhores pontos turísticos para nos agradar, satisfazer nossas vontades e nos proporcionar grande prazer em viver. Penso que isto está totalmente ao contrário do que Deus pensa e espera de nós. Fomos colocados no mundo para estabelecer o Reino de Deus na terra, o que aproxima da idéia de peregrinação e não de turismo. O apóstolo Paulo compreendendo bem que a vida não é uma estância turística declarou: “Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece". Fp 4.10-13. Aprender a estar contente em todo o tempo é o grande desafio para os peregrinos da terra. Não temos aqui morada permanente, estamos aqui, peregrinando, levando a preciosa semente do Evangelho até o Dia Final. Que o Senhor nos ajude a peregrinar em segurança, vencendo os desafios e intempéries na estrada da vida.

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Brilho Celeste - Izaías Mendes


Peregrinando por sobre os montes

E pelos vales, sempre na luz

Cristo promete nunca deixar-me

"Eis-me convosco", disse Jesus.


Brilho celeste, brilho celeste,

Enche a minh'alma glória do céu

Ó aleluia sigo cantando

Dando louvores, pois Cristo é meu.


Sombras à roda, sombras em cima.

O Salvador não hão de ocultar

Ele é a luz que nunca se apaga

Bem ao seu lado sempre hei de andar.


A luz bendita me vai cercando

Em meu caminho para a mansão

Mais e mais perto, seguindo o Mestre

Possuo o gozo da salvação.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Nau da Vida!!!


Para levar a nau da vida a porto amigo,

Senhor, eu já não sei o que resolva ou faça,

Pois o vento da angústia é contínua ameaça

À rota que tracei e, humílimo, prossigo...



Se os escolhos fatais da ingratidão consigo

A custo ultrapassar, se o frio da desgraça

Gela as águas do mar por onde o barco passa,

À luz do céu, transponho as névoas do perigo...



Eu penso desistir, às vezes, dessa viagem,

Mas, quando vou descer as velas da esperança,

Tu vens, como um farol, reacender-me a coragem.



Dá-me, pois, meu Senhor, em meio aos vendavais,

A fé para vencer a Dor que fere e cansa

E, em teu porto, lançar minha âncora da paz!


Por Mário Barreto França.

A graça de Deus nos basta!!!

domingo, 7 de novembro de 2010

Estou em Campinas!!!

"Como é bom e agradável quando os irmãos convivem em união!" Sl 133: 1


Estar em Campinas, na casa dos meus primos, Adayl e Rosi, é algo muito bom. É um tempo de descanso e renovo. Sou tratada com muita  amabilidade por ambos. Louvo a Deus por suas vidas. Obrigada Rosi, obrigada Adayl. O Senhor os abençoe muitíssimo, alargue as suas fronteiras, tenha sobre vocês a Sua Mão de Poder, de tal sorte que nenhuma aflição lhes sobrevenha, em nome de Jesus.

"Amabilidade é uma linguagem que o surdo pode ouvir e o cego pode ver." J. Blanchard.