sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Meu tio Jayr, irmão de minha mãe, morreu hoje.

“Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” 1 Coríntios 15: 54b, 55

Meu tio Jayr, irmão de minha mãe, morreu hoje (29/01). Foi muito triste, doloroso, sofrido. Ainda mais que sábado passado (23/01) havia morrido também minha tia Verydiana, esposa do meu tio Maury. O que mais alegra meu coração é me lembrar do amor e carinho do meu tio Jayr para com o meu tio Maury, seu irmão. Ele cuidou do irmão zelosamente no velório da cunhada. Imaginava, enquanto via, o que era amor de irmão. Nossa família foi baqueada em apenas seis dias, mas “o melhor de tudo é que Deus está conosco”, como disse João Wesley. Lidar com a realidade da morte é nosso maior desafio. Não gostamos dela, não a citamos em nossas conversas do dia a dia, a negamos com todo o nosso ser, gostamos de nos fazer e pensar imortais. Tolice. Quando a consideramos, sabendo a possível e real, valorizamos mais a vida, os valores se tornam outros, desistimos da superfície, não aceitamos mais uma existência vazia, sem significado algum. Afinal, somos mais um pouco do que reles mortais, somos algo pensado por Deus, formado por Ele, para algo mais além de uma vida terrena, passageira, que é como um sopro. Por isso Deus enviou Jesus ao mundo, para vencer a morte e nos dar a vida eterna (João 3: 16). Como Paulo podemos dizer: “Tragada foi a morte pela vitória. Onde está, ó morte, a tua vitória? Onde está, ó morte, o teu aguilhão?” Creio na Bíblia, é para mim a Palavra de Deus, a cartilha da vida. Vivo e me movo por ela e ela me leva à fé. É muito bom ter fé, é horrível quando nosso racional insiste em tomar as nossas rédeas. A vida e morte não podem ser entendidas pela razão. Cientistas se desdobram para explicar, compreender o envelhecimento, a morte, mas jamais o poderão, pois é mistério. Mistério não se explica, não se entende, se aceita. Ao meu Tio Maury, seus filhos, noras, netos, à minha Tia Tereza, filhos, genro, nora e netos, o nosso amor, o nosso carinho, a nossa oração. Nada Deus nos permitiria se não nos capacitasse, não nos desse condições de sobreviver. A vida continua. Uma grande lacuna eles deixaram, porém, não podemos parar. Sinto muito. Que o grande amor do Pai encha os seus corações, que o poder do Espírito Santo lhes conceda graça e vida, em nome de Jesus.

"Senhor, ensina-me a viver de modo a temer o túmulo tão pouco quanto minha cama." (Thomas Ken )

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