quinta-feira, 12 de setembro de 2013

O que é a vida?

"E a tua vida mais clara se levantará do que o meio-dia; ainda que haja trevas, será como a manhã." Jó 11. 17.


A vida é o grande dom de Deus aos homens, é irrecusável. Quantas vezes, filhos disseram aos seus pais que não pediram para nascer. De fato, não pediram, porém nasceram. A grande questão é o que fazemos da vida, como a administramos, como a conduzimos. Podemos conduzi-la como queiramos, na medida de nossas possibilidades. Às vezes não estamos à altura do nosso presente, não sabemos como fazer com ele, como uma criança que recebe uma bicicleta e ainda não aprendeu a andar nela. A vida exige um aprendizado constante e como tantos aprendizados alguma hora podemos cair. As quedas são inevitáveis, porém, devemos nos levantar sempre. Creio que uma das mais terríveis quedas está narrada nos Evangelhos, é a negação de Pedro. Ao cair em si ele chorou amargamente. Creio que ele pensou que nunca mais se levantaria desta queda, mas algo maravilhoso aconteceu, Jesus ressuscitado veio ao seu encontro, foi batizado pelo Espírito Santo e se tornou um dos apóstolos que morreu por Jesus. O amor venceu! Não importa quantas vezes caímos, o importante é levantarmos sempre, contando com a ajuda do Senhor! Ele nos tira do pó, nos acalenta, nos faz sonhar novamente, renova a nossa fé, a nossa esperança, o nosso amor. A vida com Jesus é maravilhosa. Cada dia vivido é uma experiência ímpar. O sofrimento é aprendizado, crescimento. As alegrias são as doces compensações de Deus para nós. Oro para o Espírito Santo nos ajudar cada momento, que nossas quedas contribuam para nossa melhoria, em todas as áreas das nossas vidas, em nome de Jesus. Ajuda, Senhor!!!

“Uma vez que tenha compreendido que a vida é um teste, você percebe que nada é insignificante na vida.” Rick Warren.

Foto: Pesquisa Google.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Olhando para o céu!!!

“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro.” Isaías 45. 22.

O ato de olhar é o início da nossa interação com o outro, com o meio ambiente. Deus pede para olharmos para Ele, pois quer interagir conosco. Para nós, significa sair do contexto humano, natural, perceptível e olhar para o nada que é tudo, para o outro, invisível, porém percebido, sentido, presente em nós, entre nós, sobre nós. Só a fé nos faz levantar os olhos para os céus e ver Deus. Estevão quando estava sendo atacado, antes de ser apedrejado, olhou para o alto e viu Jesus em pé, olhando para a terra, para ele (Atos 7. 55 e 56). Jesus estava convidando-o: venha para o céu, morar comigo. Olhar para o céu equivale a ter fé em Deus, o Soberano, não é alienação, é confiança na ajuda de um poder sobrenatural, é a certeza de que de lá vem o nosso socorro, como o salmista disse: "Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: De onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra." (Salmos 121:1-2).  Charles Haddon Spurgeon (1834-1892), um grande pregador e pastor  batista reformado britânico disse: "Uma fé pequena leva as almas até o céu, mas uma grande fé traz o céu até as almas". Entendo que a fé nos faz olhar para o sublime trono, de onde virá o nosso socorro, por isso somos fortalecidos dia a dia e não desanimamos nas horas difíceis. O profeta Isaías também disse: “Esforçai-vos, não temais; o vosso Deus virá, ... e vos salvará.” (Is 35. 4). Na vida há muitas dificuldades, constantes sofrimentos e diversas lutas, das menores e mais simples até às maiores e mais complexas. Quando se pensa que tudo está bem, tranquilo; surge algo desagradável, inesperado que entristece e machuca. A verdade das pessoas de todos os povos e de todos os tempos é que há sempre um período em que algo ou tudo não vai bem, os problemas às vezes, são grandes e não há nenhuma solução aparente; é quando a força se torna pequena, a coragem fica pouca, o desânimo toma conta e desistir de tudo parece ser a solução. A história do povo de Deus apresenta tempos muito difíceis, como o do profeta Isaías. Ele nasceu por volta do ano 765 a.C. e já fazia 50 anos que Israel pagava tributo à Assíria, cuja política de 150 anos, era se desenvolver e anexar nação após nação ao seu território, ferindo assim a cidadania e a dignidade de quem ela dominasse. Quando o profeta era jovem, Assíria levou as dez tribos do Norte de Israel para o cativeiro. Alguns anos depois invadiu Judá (Sul), destruiu 46 cidades amuralhadas e levou 200 mil cativos. Isaías vivia e profetizava, durante toda a sua vida, sob a nuvem ameaçadora do país inimigo. Era um tempo de guerra, mas a mensagem do profeta era de esperança. Deus não permitiria para sempre a situação vergonhosa que o seu povo vivia, Ele viria com poder e glória para restaurar a sorte de Sião. Qual deveria ser a atitude de Israel nesta época? Apesar de toda a opressão e dor, o profeta convida os filhos de Deus a não desanimarem, não terem medo e se esforçarem. Foi pela oração de Isaías, já velho, e por seu conselho ao rei Ezequias, que Senaqueribe; rei da Assíria, um dos maiores estadistas do antigo oriente; foi vencido. Enquanto existir vida na terra existirá tempos de aflição, e o segredo para a vitória é não desanimar, crer na salvação e libertação de Deus. Não importa quão ruim tudo esteja, o Senhor cuida de nós, não nos abandona, nos ajudará e tudo vai passar. Olhar para os céus, crer em Deus, não nos deixará desanimar, pois os que confiam no Senhor renovam as suas forças (Isaías 40. 27 a 31).  Nada pode impedir a realização das promessas de Deus em nossas vidas. O que Ele prometeu Ele cumpre, precisamos apenas priorizar o Reino de Deus, Jesus disse: "Mas, buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas.” (Mateus 6. 33). A nossa tendência humana, comum, é só lutarmos pelas coisas materiais, visíveis, palpáveis. Porém Jesus Cristo nos convida a buscarmos o Reino de Deus em primeiro lugar, reino que é invisível aos nossos olhos. Não podemos ver o Reino de Deus, mas podemos crer no Reino que está acima de nosso reino terrestre. Nosso reino é o nosso espaço, o nosso lugar de vida, de relacionamentos humanos, naturais. O Reino de Deus é o reino dos céus, além da nossa imaginação, com valores diferenciados do nosso, valores eternos, intangíveis, sobrenaturais, como justiça perfeita, paz completa, amor incondicional. Jesus ensina os discípulos a buscarem o reino de Deus e não se preocuparem com o reino da terra. Ele é o Senhor dos Céus e da Terra e cuida de todos que Nele confiam. Devemos aprender a buscar os valores eternos e nos tranquilizarmos em relação ao mundo físico. Quem cuida das coisas de Deus é cuidado por Deus. Nada falta ao que ama e serve ao Senhor. Amar e servir ao Senhor resulta em uma vida de bem-aventurança, superação e paz. Quando nos ocupamos com as coisas de Deus, Deus se ocupa com nossas coisas. Outro dia, lendo o profeta Isaías, fiquei impressionada com esta revelação: “Porque desde a antiguidade não se ouviu, nem com ouvidos se percebeu, nem com os olhos se viu um Deus além de ti que trabalha para aquele que nele espera.” (Isaías 64. 4). Imagine isso: Deus trabalha para nós, para os que buscam o seu Reino em primeiro lugar. Podemos viver, em paz, com confiança. Richard Bach, um escritor americano disse: “...O céu está ali para todos; entretanto, apenas alguns o buscam.” Não quero dizer com tudo isso que vamos ser alienados na terra, de maneira alguma, vamos viver, trabalhar e lutar por todas as coisas, sem ansiedade, tristeza e medo, com confiança, paz e esperança. É triste saber que muitos não aprenderam ainda olhar para o céu, para de lá, do Altíssimo receber ajuda e salvação. Oro, para aceitarmos com gosto o convite de Deus: “Olhai para mim ..." e sermos  salvos de todo mal. Ajuda, Senhor! 


Texto publicado hoje no Jornal de Assis.

Obrigada, Senhor!!!

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

A felicidade em pauta!!!

"Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." Lucas 10:27.

O homem vive buscando a felicidade. Mas, surge uma grande pergunta: o que é felicidade? A felicidade é difícil de ser conceituada porque cada pessoa tem a sua definição. Jonathas Haidt, escritor estadunidense, professor-assistente de psicologia na University of Virginia, no seu livro The happiness hypothesis (A Hipótese da Felicidade), propõe que a Felicidade é igual: Ponto Base + Condições Externas + Atividades Voluntárias. O Ponto Base é a nossa origem, carga genética, o conjunto de genes que determinam o quanto uma pessoa pode ser feliz e superar as situações difíceis; corresponde a 50% da fórmula. As condições externas são: riqueza, pobreza, doença, saúde, beleza, por exemplo e quantificam 10%.  As atividades voluntárias da equação correspondem aos restantes 40% e representam o estilo de vida que as pessoas levam, a maneira como elas interpretam a sua existência . Considerando essa teoria como verdadeira, não é difícil descobrir porque as pessoas são tão infelizes, pois o que menos fazemos é serviço voluntário. Na sociedade moderna, especialmente onde o sistema econômico é o capitalismo, as pessoas estão focadas nas condições externas; colocam a felicidade nos bens materiais, na aparência, na superficialidade. O egoísmo, a individualidade, são marcas registradas desse sistema maldito. Penso, que, apenas em uma sociedade cristã genuína, essa quantificação seria possível. Um cristão sincero, com o amor de Deus em seu coração, está mais capacitado para se auto doar em atividades voluntárias, porque a premissa do cristianismo é o amor ao próximo. Martinho Lutero disse: "Um cristão não vive em si mesmo, mas em Cristo e no próximo; caso contrário, ele não é cristão". Tenho dito que a religião cristã é a melhor religião do mundo. Do que conheço das outras, ela em tudo supera. Essa teoria de Haidt comprova meu pensamento. O cristão é motivado pelo evangelho à auto-doação. Jesus, diversas vezes, ensinou isso. Ele é o nosso exemplo maior, como o apóstolo Paulo falou nos versículos 5 a 8 do capítulo 2 na sua carta aos Filipenses: "Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz." A teoria de Haidt também pode ser confirmada na direção que  alguns psiquiatras dão às pessoas com depressão, eles as aconselham a fazerem atividades voluntárias em asilos, creches, demais entidades assistenciais, visando a cura. Após, essas considerações, podemos dizer, sem alguma sombra de dúvida, que ser cristão nos dá felicidade. Oro, para o Espírito Santo nos ajudar a sermos discípulos de Jesus, sinceros, cumpridores do seu mandamento: "Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todas as tuas forças, e de todo o teu entendimento, e ao teu próximo como a ti mesmo." (Lucas 10:27); não frios religiosos, sem o caráter do Cristo. Ajuda, Senhor!!! 

Texto publicado hoje no Jornal de Assis.

Obrigada Senhor!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

O Senhor está comigo!?

"Mas o Senhor está comigo como um valente terrível; por isso tropeçarão os meus perseguidores, e não prevalecerão; ficarão muito confundidos; porque não se houveram prudentemente, terão uma confusão perpétua que nunca será esquecida." Jeremias 20:11.


A ideia de que Deus está conosco é animadora; nos ajuda saber que não estamos sós. Penso sempre em Deus como um pai amoroso, que dá a mão e nos leva junto, igual a foto acima. Incontáveis textos bíblicos dão base a este pensamento. Porém, o que de fato nos comprova sua presença em nossas vidas são os acontecimentos de nosso cotidiano. Uma das frases de João Wesley, que mais gosto é: "O melhor de tudo é que Deus está conosco." Inclusive a pronunciou pouco antes de morrer, na despedida que fez aos que estavam com ele, reafirmando aquilo que declarara sua vida toda. O encontro de Jesus com os caminhantes de Emáus, após a sua ressurreição, descrito no Evangelho de Lucas, capítulo 24, versículos 13 a 35, nos mostra como Jesus caminha conosco e nós não percebemos. Jesus caminhava, conversava com eles, e não o reconheciam. Somente o reconheceram quando entrou na casa com eles e tendo ido comer, tomando o pão, o abençoou. Jesus está conosco sempre, nós e que às vezes não o reconhecemos. A tristeza profunda, às vezes, nos cega com a incredulidade que dela advém. Nossos corações devem desejar ansiosamente a presença do Senhor conosco, como desejaram os caminhantes de Emaús. Reconhecer a presença do Senhor nos faz mudar de rumo, vamos da tristeza para a alegria, da apatia para a ação, da fuga para o retorno, assim por diante. Que nossos olhos vejam Deus conosco, é a minha oração. Ajuda, Senhor!!! 

"O melhor de tudo é que Deus está conosco. Adeus! Adeus!" John Wesley.

Foto: pesquisa Google.